Assim como no Brasil, dia 12 de outubro também foi feriado aqui na Espanha, em comemoração ao descobrimento das Américas. Não poderia perder a oportunidade de fazer uma viagem e conhecer outras regiões da Espanha. No inicio os destinos eram muitos, porém depois de conversar com todos que iriam comigo optamos por conhecer Marbella, uma cidade de praia que fica ao sul da Espanha. Todos que já conheciam essa cidade somente nos haviam elogiado, e por muitos dizerem que o calor estava terminando, optamos por aproveitar os últimos dias de sol na praia.

procurando o caminho com mapa e gps
Optamos por ir de carro, que nos pareceu a maneira, mas viável, e onde teríamos mais proveito da viagem, alugamos um carro com GPS. No geral as estradas aqui são muito boas e muito bem conservadas, e o guia nos indicava o caminho certo para seguir, e as direções que devíamos tomar. É muito engraçado ouvir as instruções do aparelho com um forte sotaque carregado do português de Portugal.
Em pouco mais de cinco horas de viagem já avistamos a placa que apontava para Marbella. Não fomos os únicos que tivemos a idéia de ir para essa cidade, logo na entrada passamos por um pequeno congestionamento, que indicava que a cidade estaria cheia no feriado prolongado (puentes, como eles dizem aqui). O que impressionou logo de inicio foram os carros que estavam ao nosso lado, Ferrari, Audi, Hummer, e tantos outros que eu não sei nem qual a marca, mas todos carros de luxo.

fachada do hostel
Assim que chegamos, a primeira coisa a fazer era procurar o nosso Hostel (albergue), e para não cometer o mesmo erro de Valencia, eu mesmo anotei o nome e o endereço em um papel e guardei na minha carteira e enviei uma cópia para meu e-mail, para não ter erro de perder o endereço. A rua para chegar até lá era fechada para carros, estacionamos em uma rua tranqüila, pegamos o GPS e digitamos o endereço final e fomos andando com ele nas mãos até chegar à porta do albergue, uma cena muito engraçada. Dessa vez o albergue não me surpreendeu como o primeiro que eu fui, em Valencia, esse era normal, não tinha nada de especial ou de diferente, o mais importante é que a cama era confortável. O que chamou minha atenção foi que o dono do lugar na ESPANHA, só falava em inglês. Eu perguntei se a praia estava perto, em espanhol e ele me respondeu em inglês. Pensou que éramos americanos ou ingleses não sei, mas não falou nada em espanhol.

finalmente a verdadeira paella
Depois de deixar as coisas no quarto seguimos para a praia, que é diferente do Brasil. Nem melhor nem pior, apenas diferente. A areia é escura e mais grossa, a água do mar é muito gelada e verde claro. Nas praias aqui na Espanha o Topless é permitido, o que para eles é muito normal.
Depois de tanto tempo de viagem estávamos com muita fome, e foi estranho encontrar vários restaurantes com a cozinha fechada, ainda não era noite e havia pessoas no calçadão, mas eles têm uma relação muito estranha com os horários dos restaurantes, se você tiver fome aqui de madrugada, você morre de fome, porque não tem nenhum restaurante 24 horas. Dessa vez eu conheci a verdadeira pela que sempre me falaram, com os frutos do mar, camarão e tudo mais. Terminamos de almoçar ficamos um pouco na praia, e logo o sol começou a baixar, voltamos para o hostel descansar para conhecer a noite da cidade.

puerto banus
Fomos ao Porto Banus, um lugar um pouco longe de onde estávamos, mas muito bonito. Onde tem as festas, as lojas de grifes, e um iate club, onde um iate chamava mais atenção que o outro. Eu nunca tinha visto um congestionamento de Ferrari na rua, vi quatro em um mesmo quarteirão. Fomos a uma festa que ganhamos na rua, e voltamos para casa às oito horas da manhã. No dia seguinte mais praia o tempo estava ótimo, fazia muito sol e diferente do que pensei a praia não estava lotada, dessa vez fomos almoçar em um restaurante de comida indiana, muito bom e muito diferente.
Apesar da água ser muito fria não resisti em tomar um banho de mar.

congelando aos poucos
No dia seguinte continuamos o dia todo na praia e aproveitamos até o ultimo raio do sol para só então voltar e seguir para Villaviciosa. Já havíamos fechado a conta do hostel e não poderíamos voltar para ele para tomar banho e tampouco viajar sujo de areia, a única opção que restou foi tomar banho na praia, outra cena muito engraçada que vou guardar dessa viagem, tomar banho na ducha com as pessoas passando ao lado e olhando.
Resumindo Marbella é uma cidade onde não existem carros velhos e nem pessoas feias.
Beijos e abraços
Gustavo Viotto
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